Arquivo de Julho, 2008

i’ll meet your eyes

Posted in Uncategorized on Julho 31, 2008 by Pam

Percebi hoje que não sinto falta de você, apenas do que você representa. E isso é bom. Não estraga tudo o que vivemos, pois vejo você, hoje, como outra pessoa. E eu amo aquela que pode ter morrido em você, mas que nunca morrerá em mim.

I would drive on to the end with you.

Até que o bolso vos separe

Posted in Uncategorized with tags on Julho 30, 2008 by Pam

Do Celibato à Poligamia

O casamento é o vínculo estabelecido entre duas pessoas mediante o reconhecimento religioso, governamental ou social. Há várias formas de casar-se, ocasionadas, principalmente, devido escolhas religiosas e sexuais. Os matrimônios homossexuais são os realizados entre pessoas do mesmo sexo, segundo as suas certidões de nascimento, e causam, ainda hoje, muitas discussões. Por incrível que pareça, há outros tipos de casamento que causam ainda mais espanto. O casamento branco ou celibatário não permite relações sexuais e o aberto, ao contrário, admite aos cônjuges outros parceiros sexuais por consentimento mútuo.
Ainda há casos de bodas arranjadas, que são celebradas antes do envolvimento afetivo dos noivos e são normalmente combinadas pelos pais ou irmãos. Casamento misto é o nome dado ao matrimônio entre pessoas de origens diferentes. A união poligâmica ocorre entre múltiplas pessoas e normalmente é realizada entre um homem e várias mulheres. Quando um matrimônio é efetivado primariamente por motivos econômicos ou sociais, ele é denominado “de conveniência” e o nuncupativo é realizado oralmente e sem as formalidades de praxe.
No caso de casamentos religiosos, há grandes diferenças nas cerimônias. O Judaico acontece em uma tenda. Há a presença de dez testemunhas masculinas e anéis e vinhos são abençoados. O casal então bebe a primeira taça de vinho. Os anéis são trocados e, antes da festa acabar, outros rituais são cumpridos. Os casamentos não são realizados em sábados ou dias de festas religiosas.
A visão budista do casamento é bastante liberal. O matrimônio não é considerado um dever religioso, e sim uma opção pessoal. Embora os monges não oficializem a cerimônia legalmente, eles abençoam os noivos.
O casamento cigano possui muitos objetos no noivado, como os dois punhais, o lenço vermelho, vinho, pão, sal e uma taça de cristal. Cada um simboliza algo que desejam conquistar no casamento. O vinho é para garantir a alegria permanente do casal, o pão e o sal representam a união, a taça de cristal é para que a harmonia se mantenha presente e o punhal serve para a comunhão do sangue.
O mais comum no Brasil é o casamento Católico. Para que seja realizada a cerimônia, alguns documentos são requeridos pela Igreja. O casal deve ser solteiro ou viúvo e o divórcio não é aprovado. Um padre celebra a consagração e abençoa os noivos. Todo o processo é testemunhado pelos padrinhos e convidados que estão assistindo à celebração. O matrimônio Evangélico é muito semelhante ao Católico.
Cerca de metade dos casamentos japoneses ainda é acertada pelas famílias. A cerimônia é extremamente organizada e custa muito caro. A noiva, por exemplo, chega a trocar de vestido quatro vezes e os álbuns têm o triplo de fotos em relação a outros países.
O ritual do casamento Mórmon inicia e termina com hinos e orações. O bispo abençoa o casal e as alianças são trocadas. A castidade do casal é muito importante para os mórmons e a família deve ser colocada sempre em primeiro lugar. Leia mais »

Amigos

Posted in Uncategorized with tags on Julho 21, 2008 by Pam

(Vinicius de Moraes)

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências …
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, trêmulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer … Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

Feliz Dia do Amigo aos poucos e bons amigos (de verdade) que possuo. :)

Tão Macabéa…

Posted in Uncategorized with tags , , on Julho 2, 2008 by Pam

O nome era Macabéa. Sua mãe fez promessa: se a filha vingasse, o primeiro nome que ouvisse seria o da menina. Sua vizinha contou então sobre um livro que acabara de ler. Macabéa não era tão feio.
A mãe faleceu no parto. O pai, dezenove anos depois. Foi quando Macabéa decidiu ir ao Rio de Janeiro em busca de uma nova vida.
Era pobre. Pobre de tudo. Não possuia beleza externa e, em sua mente, nem interna. Era insegura. Insegura de tudo. Tão Macabéa quanto a de Lispector.
A vida no Rio de Janeiro não era tão fácil quanto imaginava. Trabalhava como doméstica em uma casa de Copacabana. Foi o patrão seu primeiro homem. Não que ela fosse bonita ou que ele sentisse algo por ela. Eram seus olhos, olhos inocentes. Macabéa tinha nojo, mas aceitava. Sempre aceitou tudo que lhe foi imposto sem reclamar. Tão Macabéa quanto a de Lispector.
Foi despedida cinco meses depois. Sua patroa enfim descobriu o que acontecia na lavanderia algumas vezes por semana. Macabéa sentiu vergonha. Não fazia nada direito. Fraca, submissa. Traia a todos, principalmente a ela mesma. Era infeliz, verdadeiramente infeliz. E sentia-se a culpada disso. Tão Macabéa quanto a de Lispector.
Macabéa era magra. Magra da fome que sentia e, como a tudo, aceitava. Apenas pegava um pedaço de papel e mastigava, imaginando ser coxa de vaca. Sentia falta do sertão alagoano. Tão Macabéa quanto a de Lispector.
Foi em um dia de outono que Glória, sua vizinha, apareceu em sua casa. Macabéa seria rica, afirmava, um homem cruzaria seu caminho. Um verdadeiro príncipe. Sem cavalo e sim com um carro. Quando Glória sonhava, não se enganava. O sonho se passou na frente da venda do Seu José. Macabéa deveria se apressar.
Pela primeira vez na vida, teve esperança. Pela primeira vez na vida, sorriu com sinceridade. A felicidade enfim viria.
Correu. Deveria chegar logo, mas, a cerca de 100 metros da tal venda, foi impedida. Um homem alto e loiro, como no sonho, saiu de um carro preto, uma Mercedes Benz. Olhou então para o chão e lamentou. Lá estendida encontrava-se Macabéa. Atropelada, ensangüentada. Sem vida. Tão Macabéa quanto a de Lispector.